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Dicas para te manteres saudável (e feliz) enquanto estás em casa
Dicas Saudáveis

Dicas para te manteres saudável (e feliz) enquanto estás em casa

Os dias não têm de ser aborrecidos e a dieta não tem de ficar completamente esquecida, por mais tentador que seja.

Todos os móveis já foram limpos de alto a baixo, as prateleiras devidamente “destralhadas” — com direito aos devidos agradecimentos, como manda o método de Marie Kondo —, as séries estão (finalmente) em dia e até já se inventaram três novas variações para aquele bolo de iogurte que, em tempos, só a mãe sabia fazer. A quarentena e a necessidade de ficar em casa chegou quase sem aviso e mudou muitas das rotinas.

Temos mais tempo livre para fazer certas coisas que quase nunca conseguíamos, mas menos possibilidade de fazer outras de que tanto gostávamos. Ainda te lembras de qual era o cacifo que ocupavas no balneário do ginásio? E do nome do empregado daquele restaurante onde ias almoçar uma vez por semana com os colegas? E de ter o despertador para as 7 horas da manhã e não haver desculpas para não sair da cama? E nem sequer vamos falar da dieta.

Pode não ser fácil manter um estilo de vida saudável e um equilíbrio entre o que gostas e o que deves fazer, mas isso não quer dizer que não consigas manter bons hábitos. Toma nota de algumas coisas que provavelmente não estás a fazer, mas devias, se queres continuar a ser saudável, mesmo estando em casa.

Tem uma alimentação equilibrada

As bolachas de chocolate que estão na despensa, a sobremesa que preparaste quando já não tinhas mais nada com que te entreter, e nem sequer vamos falar em todas aquelas receitas (pouco) saudáveis que tens estado a experimentar. Tudo isto são tentações que podem interferir com a tua saúde.

Um estudo da revista Psychiatry Research*1 explica que uma dieta rica em carnes vermelhas e processadas, cereais e açúcares refinados, produtos lácteos com elevado teor de gordura, batata, manteiga e molhos aumentam o risco de depressão. Por isso, escolhe alimentos frescos, mais interessantes a nível nutricional, frutas e legumes variados, peixe, azeite e cereais integrais.

Dormir bem

A privação de sono é um problema bem real, especialmente se for persistente. Todos já tivemos uma má noite de sono, o problema é quando essa noite se transforma em semanas e meses sem conseguir dormir bem. A falta de descanso pode levar a que tenhas falhas na atenção, que não te consigas concentrar, e até a teres alguns problemas de memória.

Se estás a ter dificuldades em dormir, tenta falar com o teu médico sobre isso, mesmo que seja por telefone. Experimenta também meditar à noite — existem várias aplicações com meditações guiadas direcionadas para o sono —, fazer um chá natural de raiz de valeriana, por exemplo, e evita levar o stress do dia de trabalho para a cama.

Pratica exercício físico

Não é novidade que o exercício físico tem impacto na nossa vida. Praticar desporto torna-nos mais ágeis, dá-nos mais força, controla o peso e, acima de tudo, deixa-nos mais felizes, e não faltam estudos*2 que o comprovem.

É graças ao exercício físico que o nosso corpo liberta endorfinas, hormonas associadas ao bom humor e ao controlo do stress. Descarregua uma aplicação para fazer exercícios, procura planos de treino online, acompanha as aulas dos PT’s e dos ginásios através dos diretos das redes sociais ou faz uma aula de dança. O mais importante é mexeres-te e ires variando nos treinos para que não se tornem aborrecidos.

Não te esqueças de falar com as tuas pessoas

Sair de casa não é uma opção, mas isso não significa que deixes de falar com as pessoas de quem mais gostas. A interação social é uma das necessidades básicas do ser humano, e a realidade é que, quando passamos muito tempo isolados e sem falar com outras pessoas, ficamos mais em baixo.

Felizmente, hoje temos disponíveis várias ferramentas que nos permitem conversar com os nossos amigos e família. Uma videochamada, uma mensagem de grupo ou simplesmente enviar uma fotografia podem fazer toda a diferença no nosso dia, sem ter de sair de casa.

Limpa bem a casa

As opiniões divergem entre os especialistas, mas segundo o “The New England Journal of Medicine”*3 o vírus que causa a COVID-19 pode manter-se ativo em diversas superfícies durante várias horas — no caso do plástico, por exemplo, pode chegar às 72 horas.

Nesta fase em que todo o cuidado é pouco, manter a casa limpa, bem arrumada e organizada é ainda mais importante. Aproveita para dar uma boa limpeza àquelas superfícies que há meses não viam um pano e detergente e não te esqueças, lava sempre bem as mãos no final.

Mantém uma rotina

Ninguém disse que era fácil ficar em casa e, sejamos sinceros, se há coisa que mais temos vontade de fazer é deixar-nos ficar na cama até mais tarde. Mas esse carregar no botão de snooze transforma-se num atraso de 15 minutos ou meia hora e, de repente, o resto do dia fica completamente desorganizado.

Manter uma rotina diária onde há horários para acordar, fazer exercício, trabalhar, preparar refeições e relaxar é essencial nesta fase. Só assim vai ser possível evitar que as tarefas se acumulem e que deixe de haver atrasos. Vais ver que consegues riscar mais coisas da lista de tarefas e como ainda sobra tempo para a melhor parte do dia: relaxar.

Aproveita para fazer atividades com os miúdos

Se durante as férias os miúdos se aborrecem facilmente ao fim de quinze dias, o que dizer durante uma quarentena em que têm de passar (ainda) mais tempo em casa? É claro que se vão conseguir distrair durante algum tempo com os seus jogos e programas de televisão, e não esquecer que vão ter de continuar a ter horários para fazer os trabalhos da escola, mas o mais provável é que, ao fim de algum tempo, comecem a ficar chateados.

Este é o momento ideal para começares a fazer algumas atividades com eles. Incentiva-os a fazerem receitas divertidas, tirem o pó aos jogos de tabuleiro lá de casa e joguem em família ou façam um treino juntos. Quem sabe quando voltaremos a ter assim tanto tempo para fazermos este tipo de atividades, sem horas contadas?

*1 Ye Li (et al), “Dietary patterns and depression risk: A meta-analysis”, disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0165178117301981

*2 H. Goldfarb, Allan e Jamurtas, Athanasios Z, “β-Endorphin Response to Exercise”, disponível em: https://link.springer.com/article/10.2165/00007256-199724010-00002

*3 Doremalen, Neeltje van, “Aerosol and surface stability of HCoV-19 (SARS-CoV-2) compared to SARS-CoV-1”, disponível em: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.03.09.20033217v2

 

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