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GRAVIDEZ

É através da mãe que o bebé recebe os nutrientes que necessita para se desenvolver e crescer, por este motivo a grávida deve ter cuidado com a sua alimentação, praticando uma alimentação completa, equilibrada e variada. Deverá efetuar várias refeições ao longo do dia: 3 refeições principais (pequeno-almoço, almoço e jantar), 2 a 3 refeições intermédias (meio da manhã, 1 ou 2 meios da tarde) e 1 refeição antes de deitar (ceia), não passando mais de três horas sem comer.

O organismo da grávida sofre uma série de alterações para assegurar a vitalidade do feto e por isso a alimentação deve cobrir as necessidades de ambos, bem como preparar duas fases muito exigentes: o parto e a amamentação. Para tal, é necessário um pequeno reforço energético, cerca de 300 kcal/dia (um copo de leite e um pão com manteiga, por exemplo) no 2º e 3º trimestre de gestação. O ganho ponderal recomendado em grávidas com peso saudável, situa-se entre os 10 e 16 kg, sendo com base neste ganho que se calcula com precisão o aumento energético a ingerir.

Adicionalmente, as necessidades em vitaminas, minerais e oligoelementos também estão aumentadas. Neste sentido, leite e derivados, fruta e hortícolas são alimentos obrigatórios no dia-a-dia, para garantir um aporte adequado destes micronutrientes. Relativamente às necessidades de carne e de peixe, cerca de 90 g/dia são suficientes. Uma vez por semana, pode procurar substituir uma destas fontes proteicas por dois ovos.

A quantidade diária de fornecedores de hidratos de carbono (pão, massa, arroz e leguminosas) deve ser ajustada às necessidades de cada grávida. Aconselha-se a visita a um nutricionista para que este possa ajudar a definir com rigor as necessidades energéticas e nutricionais diárias que a grávida deve ingerir.

Segundo o Institute of Medicine, com a exceção do ácido fólico, não existe necessidade de suplementação multivitamínica e mineral por rotina, exceto em gestações de alto risco, como no caso de mães subnutridas, de gestação múltipla, de história de recém-nascidos de baixo peso, curto intervalo entre gestações e dependência por álcool, tabaco ou drogas.

NECESSIDADES NUTRICIONAIS:

O crescimento fetal e a gestação requerem nutrientes adicionais.

A energia adicional é requerida durante a gravidez para manter as necessidades metabólicas da gestação e crescimento fetal. Nesta fase o metabolismo aumenta cerca de 15%. As DRIs de 2002 referentes à energia necessária a mulheres gestantes são as mesmas que as recomendadas a mulheres não gestantes no primeiro trimestre, contudo a partir de então aumentam 340 a 360 kcal/dia durante o segundo trimestre e outras 112 kcal/dia no terceiro trimestre.

Existe um requerimento de proteína adicional para a mulher grávida manter a síntese de tecidos materno e fetal, mas a magnitude desse aumento é incerta. O requerimento de proteína aumenta ao longo de toda a gestação e é máximo durante o terceiro trimestre. A deficiência de proteína durante a gravidez apresenta consequências adversas, mas o consumo limitado de proteína e energia geralmente ocorre em conjunto, tornando difícil separar os efeitos da deficiência de energia daqueles provenientes da deficiência de proteína. No que diz respeito aos hidratos de carbono durante a gravidez, sabe-se que o requerimento médio estimado (EAR) é de 135 g/dia que são as quantidades recomendadas para fornecer calorias suficientes para prevenir cetose e manter a concentração de glicose sanguínea apropriada durante a gravidez.

O consumo diário de alimentos fornecedores de fibra deve ser encorajado de forma a que sejam fornecidas as quantidades essenciais desta e de minerais e vitaminas.

Relativamente aos lípidos, não existe DRIs durante a gestação. A quantidade de gordura na dieta deve depender dos requerimentos de energia para um ganho de peso apropriado.  


Nestes casos, os principais micronutrimentos cujas necessidades estão aumentadas são os seguintes:

Ácido Fólico – protege contra as malformações do tubo neural, nomeadamente espinha bífida. É também importante para prevenir as anemias por carência desta vitamina. A suplementação deve começar no mínimo um mês antes da concepção até às 12 semanas de gravidez.
Principais fontes: gérmen de trigo, carne bovina, hortícolas de folha verde escura (espinafres, brócolos), leguminosas, amêndoas, amendoins, arroz integral e alimentos enriquecidos.

Ferro – assegura o desenvolvimento do feto e da placenta, bem como a porção de glóbulos vermelhos. O feto acumula a maioria do ferro no 3º trimestre de gravidez a partir das reservas maternas. A anemia por deficiência de ferro aumenta o risco de recém-nascidos de baixo peso,
parto prematuro e mortalidade perinatal.
Principais fontes: carnes vermelhas magras, aves, peixe, gema de ovo, leguminosas, hortícolas de folha verde escura, alimentos enriquecidos.

Magnésio – necessário para o crescimento fetal, diminui a incidência de pré-eclâmpsia, eclâmpsia, atraso no crescimento intra-uterino e diminuição das contracções uterinas.
Principais fontes: nozes, leite, leguminosas, cereais integrais, hortaliça
de folha verde escura.

Grávidas vegans devem tomar suplementos de vitamina B12 e D ao longo de toda a gravidez.

 

Grávidas infectadas com o vírus de imunodeficiência humana (HIV) beneficiam de suplementação multivitamínica.

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